quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Girafa Bacharel

A Girafa Bacharel

Eu culpo os testes de orientação vocacional por projetar uma visão otimista e romantica do profissional fodão que eu sempre almejei tornar. É sério, aquelas perguntinhas bestas são baelas. Papo furado para impulsionar retardadis, assim como eu, a perder mais tempo e dinheiro no pré-vestibular. Cheguei a acreditar que seria fácil, mas o processo de graduação está me deixando acoado. Em nada lembra a doce alusão que fazia da Universidade: uma ponte que eu atravessaria durante quatro anos e, ao término, eu saltaria alegremente cantando "We are the champions"...

É o quinto período do curso de Comunicação Social. Já se passaram dois anos ou restam ainda dois anos? Só em pensar no qe fiz até agora e no que tenho que fazer eu fico "boladão". Enntão eu bebo. O bloco C é um habitat para a minha descarga mental. Entre goles, risos histéricos e o "pancadão", momentaneamente esqueço das anotações das aulas, esqueço dos intermináveis textos que devo tirar xerox (Camilo e derivados nem me agradecem pela preferência!) e finjo que esqueço dessa (quase) política de "Pão e Circo" que vigora nesse meu pasto.

Na moral, as girafas que são tomadas como exemplos de adaptação nas teorias de Lamarck e Darwin podem ser comparadas a mim perfeitamente. Quem abandonou o curso não sofre mais com as influências desse ambiente. Porém, essa "seleção natural" me submete a passar por situações desconfortáveis e incomodas: Depois de im dia inteiro de trabalho, ao chegar na sala de aula, me sinto no videoclip "I'm slave for you" da Britney Spears. Sim, um calor dos infernos, a manada toda transpirando e os ventiladores girando por mera decoração. Lamentável. Já nas apresentações dos trabalhos com o único data show do Campus, e praticamente tenho que me sentir contemplado pois só Deus sabe quandoele vai estar comigo de novo.

Outra problemática acontece quando eu tenho aula nos laboratórios de informática. Não sei se é azar ou conspiração, mas o fato é que nnca consigo um PC eficiente. Sinistro isso! As mmáquinas são lentas demais, a conexão é a banda larga mais discada que eu conheço. Sem contar a falta de outros equipamentos primordiais e tantas outras parafernalhas. Será que eu vou ter que trazer as minhas coisas?

Pois até para respirar aqui dentro eu pago. Seria um abuso. Até porque comigo não cola essa máxima cretina de "quem faz a faculdade é o aluno". Não sou pedreiro, portanto, não vou "tapar buracos". Isso sem contar, que logo no início, o Projeto Talento pergunta mais ou menos assim: Por que a universidade deve investir no seu talento? Oi? Cadê esse investimento em mim? Talvez se eu fosse um atleta da casa...

Portanto, me resta ainda a pretensãp quase que adormecida de evoluir. Quero meus trabalhos nos intervalos das novelas favoritas da minha e da sua mãe. Mesmo frustrado com esse vento que sopra contra, não posso me conformar e me adaptar a esse rumo que a Instituição está me direcionando. Até porque, eu acredito que fiz a escolha certa de ingressar aqui, mas enquanto eu não ganho meu primeiro Clio Awards, eu me acho no direito de pedir um chão mais firme para justificar a minha cabeça nas alturas.


Jefferson, 5º Período de Publicidade.

Um comentário:

  1. Esse texto diz tudo e mais um pouco,
    essa faculdade é pior do que o colégio público onde estudei, acho que o banheiro do bloco C é bem mais agradável do que o do A e do B. HÁHÁ
    Tudo muito lamentável.

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