domingo, 13 de junho de 2010
Cyberdemocracia
Logo na primeira década do século XXI , a sociedade já apresenta um novo comportamento : a dependência de executar tarefas utilizando a tecnologia. Com o mundo cada vez mais globalizado, a convergência de mídias acelerou o processo de extinguir fronteiras que haviam na área da informação. Agora, cabe a inclusão digital abranger as mais variadas camadas da população nessa nova etapa social.
Várias são as iniciativas para as mais diferenciadas camadas da população se integrem no que há de moderno (seja por iniciativas governamentais ou através de ONGs).A pesquisadora e coordenadora do programa de pós-graduação em extensão rural e desenvolvimento local (Posmex) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria Salett Tauk, acredita na Cyberdemocracia. Para ela, a interlocução entre o governo e a sociedade, por meio da internet permite que a população interaja entre si e ajude a administração pública a tomar decisões mais acuradas. Por outro lado, não adianta apenas ensinar aos jovens a acessar a internet e a usar o computador, se eles não recebem ferramentas suficientes para tirar o melhor proveito disso. Há vários projetos de integração, como por exemplo o Projeto Idoso Digital de Suape da Prefeitura de Ipojuca (PE), a iniciativa visa o contato direto de idosos com o computador .Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do país com mais de 60 anos somava cerca de 21 milhões em 2008.
Com o aumento da expectativa de vida para os brasileiros, otimizar o tempo disponível virou um grande desafio para os idosos. E a tecnologia, sem dúvida, está fazendo com que eles tomem um novo rumo no que diz respeito à distração e interatividade e ainda ao exercício da cidadania e autonomia. Já o projeto Conexão Cultura facilita o acesso do público jovem a lan houses e telecentros com conteúdos que contribuem para a formação pessoal e profissional.Ainda há o projeto Casa do futuro, voltado para estudantes carentes da rede pública etc.
A relação interpessoal sofreu uma alteração graças as ferramentas de mídias sociais tais como : blogs, Orkut, Twitter, Mensenger, Second Life, Flickr e muitos outros. “Eu não consigo ficar sem ter um blog. Gosto de ter um espaço para publicar minhas crônicas, pensamentos, idéias e também uso como clipping do que encontro a meu respeito na internet. Certamente esta entrevista será copiada para o blog. Hoje atualizo bem mais o twitter do que o blog, mas o pedrox.com.br está lá para todo e qualquer insight que me surgir”, comenta o pesquisador em mídias sociais/jornalista/blogueiro Pedro Paes Loureiro. Segundo ele a única certeza é que essas ferramentas vieram para democratizar a informação.
Fonte: http://www.orm.com.br/balaiovirtual/
http://blogdajubaaa.blogspot.com/
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O TWITTER contra a LEI SECA
Foi-se o tempo em que fugir de blitzes dependia de sorte. Os internautas encontraram um jeito de escapar da fiscalização da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro. Eles criaram uma conta no Twitter (http://twitter.com/leisecarj) para postar os locais que estão sendo feitas as blitze. O microblog é alimentado pelos próprios seguidores. Quem passa por uma operação, envia um e-mail que em seguida é repassado pelo Twitter e por torpedo para os celulares dos outros seguidores. E não faltam colaborações.
Oficialmente, a finalidade seria "ajudar as pessoas a evitarem os engarrafamentos". Porém, na verdade é: só cai na blitz quem quer.
O subsecretário estadual de Governo, Alexandre Felipe, admite que as denúncias possam facilitar a vida dos fujões, mas garante não se incomodar.
- Claro que há quem burle a fiscalização em caminhos alternativos, mas esse motorista está enganando a si próprio. Ele é perigoso para ele mesmo.
A página do twitter lei seca já tem mais de 2 mil seguidores.
Oficialmente, a finalidade seria "ajudar as pessoas a evitarem os engarrafamentos". Porém, na verdade é: só cai na blitz quem quer.
O subsecretário estadual de Governo, Alexandre Felipe, admite que as denúncias possam facilitar a vida dos fujões, mas garante não se incomodar.
- Claro que há quem burle a fiscalização em caminhos alternativos, mas esse motorista está enganando a si próprio. Ele é perigoso para ele mesmo.
A página do twitter lei seca já tem mais de 2 mil seguidores.
VELOCIDADE versus VERACIDADE DA NOTÍCIA ON-LINE
Com o surgimento da Internet, ou rede mundial de pessoas, já que os computadores sozinhos não se comunicam, o acesso a informação se tornou muito veloz, ao ponto de saber da ocorrência de um fato quase que instantaneamente, como por exemplo, através do Twitter. A questão é: será que essas notícias são de fato verdadeiras? A informação passada está totalmente correta? Vale a pena confiar nesse “noticiário instantâneo”, ou é melhor aguardar uma apuração mais precisa do fato e ler no jornal impresso ou assistir no tele jornal?
O jornalismo na internet está muito preocupado em ser o primeiro a levar a notícia ao internauta e, muitas vezes não estão preocupados em checar ou aprofundar uma informação. A guerra não é mais pela concorrência e sim pelo número de acessos. Um exemplo clássico é de um jornalista passando por um acidente envolvendo vítimas. No meio da confusão faz uma foto com o seu celular e pergunta as pessoas o que houve, e informam que houve quatro vítimas graves e parece que uma morreu. Manda a foto com as informações para o jornal que na mesma hora posta no site. Horas depois o site reformula o texto e corrige as informações dizendo que uma pessoa havia desmaiado e outras quatro sofreram ferimentos leves. Imagine um parente lendo esta notícia, amigos comentando com outros amigos, e a notícia inverídica se espalhando por toda a cidade.
Vale a pena confiar em notícias geradas na internet? Existem dois tipos de leitores: os que lêem a notícia e tomam imediatamente como verdade; e os que lêem e buscam se informar melhor sobre o assunto. O primeiro é conhecido como o manipulado, que acredita que vale a pena confiar em notícias geradas na Internet; e o segundo como o que não se deixa manipular, que desconfia e busca em outras fontes a confirmação do que foi noticiado. Basta surgir uma notícia que pessoas começam a postar em suas redes sociais, fazendo com que a “notícia crua” tome proporções inimagináveis, o que pode acarretar danos sérios a imagem e a moral de pessoas e empresas.
É notório que matérias publicadas em veículos impressos e televisivos tenham uma apuração muito mais segura dos fatos relados, pois a preocupação não é com a concorrência de quem posta primeiro a notícia, a prioridade aqui é com a qualidade da informação, com notícias verídicas e precisas. Há de se ressaltar que o veículo impresso e televisivo é visto uma vez e pronto. Na internet é bem diferente, pessoas acessam o mesmo site de notícias várias vezes em um dia, em busca de algo novo. E é aí que sensacionalistas fazem a festa e ganham dinheiro a cada clique do mouse.
É claro que a Internet é uma ferramenta de extrema importância para todos, desde que usada com responsabilidade e ética. Cabe a todos os consumidores de informação escolher bem a sua fonte e, sempre que possível, averiguar o que está sendo noticiado antes de tomar para si como verdade e divulgá-la em redes sociais. Por mais que fatos sejam noticiados erroneamente a todo o momento, é direito constitucional o acesso a informação. Portanto, é preciso selecionar sites que equilibram a velocidade da informação com a veracidade dos fatos, para não ser co-autor de eventuais atos de “imperícia jornalística”. Afinal, hoje em dia qualquer um pode ser jornalista.
O jornalismo na internet está muito preocupado em ser o primeiro a levar a notícia ao internauta e, muitas vezes não estão preocupados em checar ou aprofundar uma informação. A guerra não é mais pela concorrência e sim pelo número de acessos. Um exemplo clássico é de um jornalista passando por um acidente envolvendo vítimas. No meio da confusão faz uma foto com o seu celular e pergunta as pessoas o que houve, e informam que houve quatro vítimas graves e parece que uma morreu. Manda a foto com as informações para o jornal que na mesma hora posta no site. Horas depois o site reformula o texto e corrige as informações dizendo que uma pessoa havia desmaiado e outras quatro sofreram ferimentos leves. Imagine um parente lendo esta notícia, amigos comentando com outros amigos, e a notícia inverídica se espalhando por toda a cidade.
Vale a pena confiar em notícias geradas na internet? Existem dois tipos de leitores: os que lêem a notícia e tomam imediatamente como verdade; e os que lêem e buscam se informar melhor sobre o assunto. O primeiro é conhecido como o manipulado, que acredita que vale a pena confiar em notícias geradas na Internet; e o segundo como o que não se deixa manipular, que desconfia e busca em outras fontes a confirmação do que foi noticiado. Basta surgir uma notícia que pessoas começam a postar em suas redes sociais, fazendo com que a “notícia crua” tome proporções inimagináveis, o que pode acarretar danos sérios a imagem e a moral de pessoas e empresas.
É notório que matérias publicadas em veículos impressos e televisivos tenham uma apuração muito mais segura dos fatos relados, pois a preocupação não é com a concorrência de quem posta primeiro a notícia, a prioridade aqui é com a qualidade da informação, com notícias verídicas e precisas. Há de se ressaltar que o veículo impresso e televisivo é visto uma vez e pronto. Na internet é bem diferente, pessoas acessam o mesmo site de notícias várias vezes em um dia, em busca de algo novo. E é aí que sensacionalistas fazem a festa e ganham dinheiro a cada clique do mouse.
É claro que a Internet é uma ferramenta de extrema importância para todos, desde que usada com responsabilidade e ética. Cabe a todos os consumidores de informação escolher bem a sua fonte e, sempre que possível, averiguar o que está sendo noticiado antes de tomar para si como verdade e divulgá-la em redes sociais. Por mais que fatos sejam noticiados erroneamente a todo o momento, é direito constitucional o acesso a informação. Portanto, é preciso selecionar sites que equilibram a velocidade da informação com a veracidade dos fatos, para não ser co-autor de eventuais atos de “imperícia jornalística”. Afinal, hoje em dia qualquer um pode ser jornalista.
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