sexta-feira, 11 de junho de 2010

VELOCIDADE versus VERACIDADE DA NOTÍCIA ON-LINE

Com o surgimento da Internet, ou rede mundial de pessoas, já que os computadores sozinhos não se comunicam, o acesso a informação se tornou muito veloz, ao ponto de saber da ocorrência de um fato quase que instantaneamente, como por exemplo, através do Twitter. A questão é: será que essas notícias são de fato verdadeiras? A informação passada está totalmente correta? Vale a pena confiar nesse “noticiário instantâneo”, ou é melhor aguardar uma apuração mais precisa do fato e ler no jornal impresso ou assistir no tele jornal?
O jornalismo na internet está muito preocupado em ser o primeiro a levar a notícia ao internauta e, muitas vezes não estão preocupados em checar ou aprofundar uma informação. A guerra não é mais pela concorrência e sim pelo número de acessos. Um exemplo clássico é de um jornalista passando por um acidente envolvendo vítimas. No meio da confusão faz uma foto com o seu celular e pergunta as pessoas o que houve, e informam que houve quatro vítimas graves e parece que uma morreu. Manda a foto com as informações para o jornal que na mesma hora posta no site. Horas depois o site reformula o texto e corrige as informações dizendo que uma pessoa havia desmaiado e outras quatro sofreram ferimentos leves. Imagine um parente lendo esta notícia, amigos comentando com outros amigos, e a notícia inverídica se espalhando por toda a cidade.
Vale a pena confiar em notícias geradas na internet? Existem dois tipos de leitores: os que lêem a notícia e tomam imediatamente como verdade; e os que lêem e buscam se informar melhor sobre o assunto. O primeiro é conhecido como o manipulado, que acredita que vale a pena confiar em notícias geradas na Internet; e o segundo como o que não se deixa manipular, que desconfia e busca em outras fontes a confirmação do que foi noticiado. Basta surgir uma notícia que pessoas começam a postar em suas redes sociais, fazendo com que a “notícia crua” tome proporções inimagináveis, o que pode acarretar danos sérios a imagem e a moral de pessoas e empresas.
É notório que matérias publicadas em veículos impressos e televisivos tenham uma apuração muito mais segura dos fatos relados, pois a preocupação não é com a concorrência de quem posta primeiro a notícia, a prioridade aqui é com a qualidade da informação, com notícias verídicas e precisas. Há de se ressaltar que o veículo impresso e televisivo é visto uma vez e pronto. Na internet é bem diferente, pessoas acessam o mesmo site de notícias várias vezes em um dia, em busca de algo novo. E é aí que sensacionalistas fazem a festa e ganham dinheiro a cada clique do mouse.
É claro que a Internet é uma ferramenta de extrema importância para todos, desde que usada com responsabilidade e ética. Cabe a todos os consumidores de informação escolher bem a sua fonte e, sempre que possível, averiguar o que está sendo noticiado antes de tomar para si como verdade e divulgá-la em redes sociais. Por mais que fatos sejam noticiados erroneamente a todo o momento, é direito constitucional o acesso a informação. Portanto, é preciso selecionar sites que equilibram a velocidade da informação com a veracidade dos fatos, para não ser co-autor de eventuais atos de “imperícia jornalística”. Afinal, hoje em dia qualquer um pode ser jornalista.

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