sábado, 28 de agosto de 2010

O Cinema Nacional

        A lei do audiovisual sem dúvida foi responsável por uma melhoria técnica nas produções. Hoje, por exemplo, os filmes têm uma qualidade sonora muito superior à que tínhamos na década de 70. Porém, é necessário criar novas medidas que facilitem a exibição das produções nacionais. As grandes cadeias do cinema brasileiro são dominadas pelo cinema norte-americano. Isso não é só de agora, esses problemas sempre existiram", declara o cineasta e professor de comunicação visual do curso de relações públicas da Fundação Cásper Líbero, Bruno Hingst.

       Na visão de Hingst, outro fator que poderia ser melhor explorado para a promoção do cinema brasileiro é a questão da divulgação dos filmes. Segundo ele, a maioria das produções nacionais não chega ao conhecimento do público porque não conta com forte publicidade como as produções patrocinadas pela Globo Filmes, por exemplo. "A maioria das pessoas não conhece os filmes que acabaram de ser lançados porque eles entram em cartaz sem divulgação, exceto, é claro, as produções que contam com a parceria da Globo Filmes e são divulgadas na Rede Globo de Televisão", diz.

       Para Hingst, medidas que promovam a exibição e divulgação dos filmes nacionais são vitais para o crescimento do cinema brasileiro, além denovas leis de incentivo para o financiamento de produções que nãotenham viabilidade comercial, mas que sejam de suma importância parapromover a pesquisa e o resgate da história do país. "Existem projetos que são facilmente absorvidos pelo mercado, outros que não têmviabilidade comercial, mas que possuem grande importância histórica eque devem ser estimulados. A política quanto a isso devia ser muito mais ampla, a médio e a longo prazo", ressalta.


A História do Cinema Brasileiro

     Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, ocinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do séculoXX, seja como fonte de entretenimento ou de divulgação cultural detodos os povos do globo.

      Desde cedo, o cinematógrafo aporta no Brasil com Affonso Segretto.Segretto, imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio deJaneiro, torna-se nosso primeiro cineasta em 1898. Um imenso mercadode entretenimento é montado em torno da capital federal no início doséculo XX, quando centenas de pequenos filmes são produzidos eexibidos para platéias urbanas que, em franco crescimento, demandamlazer e diversão.

     Nos anos 30, inicia-se a era do cinema falado. Já então, o pioneirocinema nacional concorre com o forte esquema de distribuiçãonorte-americano, numa disputa que se estende até os nossos dias. Dessaépoca, destacam-se o mineiro Humberto Mauro, autor de “Ganga Bruta”(1933) - filme que mostra uma crescente sofisticação da linguagemcinematográfica – e as “chanchadas” (comédias musicais com popularescantores do rádio e atrizes do teatro de revista) do estúdio Cinédia.Filmes como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936) caemno gosto popular e revelam mitos do cinema brasileiro, como a cantoraCarmen Miranda (símbolo da brejeirice brasileira que, curiosamente,nasceu em Portugal). A criação do estúdio Vera Cruz, no final dadécada de 40, representa o desejo de diretores que, influenciados pelorequinte das produções estrangeiras, procuravam realizar um tipo decinema mais sofisticado. Mesmo que o estúdio tenha falido já em 1954,conhece momentos de glória, quando o filme “O Cangaceiro” (1953), deLima Barreto, ganha o prêmio de “melhor filme de aventura” no Festivalde Cannes.

      A reação ao cinema da Vera Cruz representa o movimento que divulga ocinema nacional conhecido para o mundo inteiro: o Cinema Novo. Noinício da década de 60, um grupo de jovens cineastas começa a realizaruma série de filmes imbuídos de forte temática social. Entre eles estáGláuber Rocha, cineasta baiano e símbolo do Cinema Novo. Diretor defilmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão daMaldade Contra o Santo Guerreiro” (1968), Rocha torna-se uma figuraconhecida no meio cultural brasileiro, redigindo manifestos e artigosna imprensa, rejeitando o cinema popular das chanchadas e defendendouma arte revolucionária que promovesse verdadeira transformação sociale política. Inspirados por Nelson Pereira dos Santos (que, já em 1955,dirigira “Rio, 40 Graus” sob influência do movimento neo-realista, eque realizaria o clássico “Vidas Secas” em 1964) e pela Nouvelle Vaguefrancesa, diretores como Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e RuyGuerra participam dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo,ganhando notoriedade e admiração.

      As décadas seguintes revelam-se a época de ouro do cinema brasileiro.Mesmo após o golpe militar de 1964, que instala o regime autoritáriono Brasil, os realizadores do Cinema Novo e uma nova geração decineastas – conhecida como o “údigrudi”, termo irônico derivado do“underground” norte-americano – continuam a fazer obras críticas darealidade, ainda que usando metáforas para burlar a censura dosgovernos militares. Dessa época, destacam-se o próprio Gláuber Rocha,com “Terra em Transe” (1968), Rogério Sganzerla, diretor de “O Bandidoda Luz Vermelha” (1968) e Júlio Bressane, este dono de um estilopersonalíssimo. Ao mesmo tempo, o público reencontra-se com o cinema,com o sucesso das comédias leves conhecidas como “pornochanchadas”.

       A fim de organizar o mercado cinematográfico e angariar simpatia parao regime, o governo Geisel cria, em 1974, a estatal Embrafilme, queteria papel preponderante no cinema brasileiro até sua extinção em1990. Dessa época datam alguns dos maiores sucessos de público ecrítica da produção nacional, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”(1976), de Bruno Barreto e “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), deHector Babenco, levando milhões de brasileiros ao cinema com comédiasleves ou filmes de temática política. O fim do regime militar e dacensura, em 1985, aumenta a liberdade de expressão e indica novoscaminhos para o cinema brasileiro.

Essa perspectiva, no entanto, é interrompida com o fim da Embrafilme, em 1990.


domingo, 13 de junho de 2010

Cyberdemocracia


Logo na primeira década do século XXI , a sociedade já apresenta um novo comportamento : a dependência de executar tarefas utilizando a tecnologia. Com o mundo cada vez mais globalizado, a convergência de mídias acelerou o processo de extinguir fronteiras que haviam na área da informação. Agora, cabe a inclusão digital abranger as mais variadas camadas da população nessa nova etapa social.
Várias são as iniciativas para as mais diferenciadas camadas da população se integrem no que há de moderno (seja por iniciativas governamentais ou através de ONGs).A pesquisadora e coordenadora do programa de pós-graduação em extensão rural e desenvolvimento local (Posmex) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria Salett Tauk, acredita na Cyberdemocracia. Para ela, a interlocução entre o governo e a sociedade, por meio da internet permite que a população interaja entre si e ajude a administração pública a tomar decisões mais acuradas. Por outro lado, não adianta apenas ensinar aos jovens a acessar a internet e a usar o computador, se eles não recebem ferramentas suficientes para tirar o melhor proveito disso. Há vários projetos de integração, como por exemplo o Projeto Idoso Digital de Suape da Prefeitura de Ipojuca (PE), a iniciativa visa o contato direto de idosos com o computador .Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do país com mais de 60 anos somava cerca de 21 milhões em 2008.
Com o aumento da expectativa de vida para os brasileiros, otimizar o tempo disponível virou um grande desafio para os idosos. E a tecnologia, sem dúvida, está fazendo com que eles tomem um novo rumo no que diz respeito à distração e interatividade e ainda ao exercício da cidadania e autonomia. Já o projeto Conexão Cultura facilita o acesso do público jovem a lan houses e telecentros com conteúdos que contribuem para a formação pessoal e profissional.Ainda há o projeto Casa do futuro, voltado para estudantes carentes da rede pública etc.
A relação interpessoal sofreu uma alteração graças as ferramentas de mídias sociais tais como : blogs, Orkut, Twitter, Mensenger, Second Life, Flickr e muitos outros. “Eu não consigo ficar sem ter um blog. Gosto de ter um espaço para publicar minhas crônicas, pensamentos, idéias e também uso como clipping do que encontro a meu respeito na internet. Certamente esta entrevista será copiada para o blog. Hoje atualizo bem mais o twitter do que o blog, mas o pedrox.com.br está lá para todo e qualquer insight que me surgir”, comenta o pesquisador em mídias sociais/jornalista/blogueiro Pedro Paes Loureiro. Segundo ele a única certeza é que essas ferramentas vieram para democratizar a informação.






Fonte: http://www.orm.com.br/balaiovirtual/
http://blogdajubaaa.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O TWITTER contra a LEI SECA

Foi-se o tempo em que fugir de blitzes dependia de sorte. Os internautas encontraram um jeito de escapar da fiscalização da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro. Eles criaram uma conta no Twitter (http://twitter.com/leisecarj) para postar os locais que estão sendo feitas as blitze. O microblog é alimentado pelos próprios seguidores. Quem passa por uma operação, envia um e-mail que em seguida é repassado pelo Twitter e por torpedo para os celulares dos outros seguidores. E não faltam colaborações.
Oficialmente, a finalidade seria "ajudar as pessoas a evitarem os engarrafamentos". Porém, na verdade é: só cai na blitz quem quer.
O subsecretário estadual de Governo, Alexandre Felipe, admite que as denúncias possam facilitar a vida dos fujões, mas garante não se incomodar.
- Claro que há quem burle a fiscalização em caminhos alternativos, mas esse motorista está enganando a si próprio. Ele é perigoso para ele mesmo.
A página do twitter lei seca já tem mais de 2 mil seguidores.

VELOCIDADE versus VERACIDADE DA NOTÍCIA ON-LINE

Com o surgimento da Internet, ou rede mundial de pessoas, já que os computadores sozinhos não se comunicam, o acesso a informação se tornou muito veloz, ao ponto de saber da ocorrência de um fato quase que instantaneamente, como por exemplo, através do Twitter. A questão é: será que essas notícias são de fato verdadeiras? A informação passada está totalmente correta? Vale a pena confiar nesse “noticiário instantâneo”, ou é melhor aguardar uma apuração mais precisa do fato e ler no jornal impresso ou assistir no tele jornal?
O jornalismo na internet está muito preocupado em ser o primeiro a levar a notícia ao internauta e, muitas vezes não estão preocupados em checar ou aprofundar uma informação. A guerra não é mais pela concorrência e sim pelo número de acessos. Um exemplo clássico é de um jornalista passando por um acidente envolvendo vítimas. No meio da confusão faz uma foto com o seu celular e pergunta as pessoas o que houve, e informam que houve quatro vítimas graves e parece que uma morreu. Manda a foto com as informações para o jornal que na mesma hora posta no site. Horas depois o site reformula o texto e corrige as informações dizendo que uma pessoa havia desmaiado e outras quatro sofreram ferimentos leves. Imagine um parente lendo esta notícia, amigos comentando com outros amigos, e a notícia inverídica se espalhando por toda a cidade.
Vale a pena confiar em notícias geradas na internet? Existem dois tipos de leitores: os que lêem a notícia e tomam imediatamente como verdade; e os que lêem e buscam se informar melhor sobre o assunto. O primeiro é conhecido como o manipulado, que acredita que vale a pena confiar em notícias geradas na Internet; e o segundo como o que não se deixa manipular, que desconfia e busca em outras fontes a confirmação do que foi noticiado. Basta surgir uma notícia que pessoas começam a postar em suas redes sociais, fazendo com que a “notícia crua” tome proporções inimagináveis, o que pode acarretar danos sérios a imagem e a moral de pessoas e empresas.
É notório que matérias publicadas em veículos impressos e televisivos tenham uma apuração muito mais segura dos fatos relados, pois a preocupação não é com a concorrência de quem posta primeiro a notícia, a prioridade aqui é com a qualidade da informação, com notícias verídicas e precisas. Há de se ressaltar que o veículo impresso e televisivo é visto uma vez e pronto. Na internet é bem diferente, pessoas acessam o mesmo site de notícias várias vezes em um dia, em busca de algo novo. E é aí que sensacionalistas fazem a festa e ganham dinheiro a cada clique do mouse.
É claro que a Internet é uma ferramenta de extrema importância para todos, desde que usada com responsabilidade e ética. Cabe a todos os consumidores de informação escolher bem a sua fonte e, sempre que possível, averiguar o que está sendo noticiado antes de tomar para si como verdade e divulgá-la em redes sociais. Por mais que fatos sejam noticiados erroneamente a todo o momento, é direito constitucional o acesso a informação. Portanto, é preciso selecionar sites que equilibram a velocidade da informação com a veracidade dos fatos, para não ser co-autor de eventuais atos de “imperícia jornalística”. Afinal, hoje em dia qualquer um pode ser jornalista.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Promoção Web

Seja o roteirista!
É isso mesmo meus amigos, vocês irão escrever as próximas cenas do filme Se Eu Fosse Você 2. Na história desse grande sucesso do cinema nacional, sabemos que o casal Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) estão prestes a se separar. Chegam até mesmo a ficar uns dias separados, mas devido ao casamento da filha (que está grávida) voltam as boas. Imagine como seria a vida desses dois se os corpos deles ainda estivessem trocados?
Agora é com vocês! Descrevam situações engraçadas e curiosas que aconteceriam na vida dessa família que tem um casal de papéis trocados, um jovem casal formado por Bia e Olavinho e um pequeno bebê.
Premiação: Um par de ingressos Cinemark.

domingo, 16 de maio de 2010

Propaganda no cinema

Em 1991 surgiu a projeção eletrônica de propaganda no cinema com a empresa cinemídia , que tinha como finalidade exibir as propagandas no cinema, nesta ocasião duas outras empresa trabalhavam com propagandas para a telona era a Alvorada e a Promocine que juntas faturaram cerca de 300 mil,as propagandas tinham programações irregulares e apareciam em algumas sessões e em algumas salas. Hoje com o vídeo digital, os anúncios chegam ao cinema em uma fita editada , com a programação semanal, sendo assim, uma mesma sala exibe as mesmas propagandas em sequência.
O cinema é um espaço publicitário que pode ser bem explorado, pois, quem assiste o cinema é por quê gosta do ambiente, além disso é uma mídia que exige o Maximo de atenção do telespectador já que o próprio fica ali focado nas mensagens sem contar que une som, cor , movimento e imagem como a televisão tornando a mensagem ainda mais convincente e sendo mais em conta,enfim, o cinema oferece uma gama de benefícios para o anunciante.
A empresa M OFFICE que foi uma das primeiras a disponibilizar grandes investimentos para o cinema, usando vídeo clip com o nome da empresa, apesar disso, outras maneiras foram pensadas e começou a ser considerado que os telespectadores estavam ansiosos para assistir o filme e não o anuncio, então, outras possibilidades foram postas em questão, um exemplo é a da escola de inglês britânica que começa sob a forma de um comercial do próprio cinema informando que o filme será exibido sem legenda,o próprio trayler do filme é um anuncio,pois, apresentam novos lançamentos levando outras possibilidades ao publico.

Andréa Marinho Alves