A lei do audiovisual sem dúvida foi responsável por uma melhoria técnica nas produções. Hoje, por exemplo, os filmes têm uma qualidade sonora muito superior à que tínhamos na década de 70. Porém, é necessário criar novas medidas que facilitem a exibição das produções nacionais. As grandes cadeias do cinema brasileiro são dominadas pelo cinema norte-americano. Isso não é só de agora, esses problemas sempre existiram", declara o cineasta e professor de comunicação visual do curso de relações públicas da Fundação Cásper Líbero, Bruno Hingst. Na visão de Hingst, outro fator que poderia ser melhor explorado para a promoção do cinema brasileiro é a questão da divulgação dos filmes. Segundo ele, a maioria das produções nacionais não chega ao conhecimento do público porque não conta com forte publicidade como as produções patrocinadas pela Globo Filmes, por exemplo. "A maioria das pessoas não conhece os filmes que acabaram de ser lançados porque eles entram em cartaz sem divulgação, exceto, é claro, as produções que contam com a parceria da Globo Filmes e são divulgadas na Rede Globo de Televisão", diz.
Para Hingst, medidas que promovam a exibição e divulgação dos filmes nacionais são vitais para o crescimento do cinema brasileiro, além denovas leis de incentivo para o financiamento de produções que nãotenham viabilidade comercial, mas que sejam de suma importância parapromover a pesquisa e o resgate da história do país. "Existem projetos que são facilmente absorvidos pelo mercado, outros que não têmviabilidade comercial, mas que possuem grande importância histórica eque devem ser estimulados. A política quanto a isso devia ser muito mais ampla, a médio e a longo prazo", ressalta.
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