terça-feira, 5 de outubro de 2010

 A Política Brasileira nos últimos 20 anos

     Bem sabemos que ocorreram diversas transformações na sociedade brasileira, principalmente nos últimos 20 anos, cujas mudanças se fizeram sentir na Constituição de 1988, alteraram significativamente esse panorama. Os demais poderes e instituições do Estado assumiram um novo papel no processo político e na determinação dos rumos escolhidos pela Nação.

    O Brasil continua padecendo de falta de credibilidade em aspectos-chave, como a segurança em relação aos contratos, e carrega a pesada herança dos equívocos que foram incorporados à Constituição de 1988. Mas no decorrer dos últimos vinte anos o país domou a inflação, integrou-se à economia mundial, aprovou uma lei de responsabilidade fiscal e ainda conseguiu completar a transição democrática, com quatro eleições diretas para presidente e um impeachment. Vemos a partir de então uma melhoria política e mudanças significativas.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mas e a corrida pelo Oscar?



Por Larissa Leiros Baroni
     

     Em 1963, pela primeira vez, o Brasil disputou o prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar, com "O pagador de promessas", de Anselmo Duarte. Depois de um jejum de 33 anos, o País voltou, em 1996, à festa norte-americana com "O quatrilho", de Fábio Barreto. O filme abriu portas para uma nova geração e, em 1998, foi a vez de "O que é isso Companheiro", de Bruno Barreto, seguido de "Central do Brasil", de Walter Salles (1999). Em 2002, "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, conseguiu, pela primeira vez, colocar o Brasil na disputa dos prêmios técnicos, com indicações para Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia. Mesmo com tantas participações, não foi possível obter uma vitória.
      Vencer um festival internacional só para enfeitar a estante não faz muito sentido e, muito menos, recompensa todo o investimento despedindo na produção de um filme. Para o professor de Cinema da UFF (Universidade Federal Fluminense), Tunico Amansio, a visibilidade é o principal prêmio dessas grandes festas. "Trata-se de uma porta de entrada do cinema nacional para o mundo. Uma maneira de o Brasil mostrar o que tem feito e, ainda, divulgar o seu potencial ao setor internacional", garante. Para Amansio, essa nova forma de fazer propaganda (com pouca verba) tem surtido bastante efeito. "Ela é boa para fortalecer a imagem dos países participantes e, principalmente, para aumentar as possibilidades de expansão da veiculação dos filmes concorrentes nos quatro cantos do planeta", ressalta.
Não há dúvidas de que a conquista de um prêmio ou de uma menção honrosa em um festival internacional amplia a visibilidade e as oportunidades. Esse é o caso do filme "Cidade de Deus", que após sua participação ovacionada no Festival de Cannes, ganhou espaço de veiculação em salas de cinemas de diversos países.
De acordo com o ator e diretor José Wilker, por falta de espaço no próprio mercado interno, os festivais estrangeiros se tornaram parte da carreira dos filmes brasileiros. "No Brasil, só existem 2.000 salas de cinema. Além de poucas, a maior parte delas é ocupada por filmes hollywoodianos e os brasileiros acabam ficando para escanteio. A alternativa, então, é participar dessas grandes festas", explica. Uma questão que, para o diretor, é paradoxal. "Fazemos muito sucesso lá fora e não somos nem conhecidos dentro do País", lamenta.
Assim, muitos diretores aproveitam a repercussão internacional para expandir suas obras no próprio país. "O 'Central do Brasil' foi lançado aqui com uma visibilidade bastante tímida. Só depois do Festival de Berlim, com o relançamento do filme nos cinemas, é que ele explodiu em território brasileiro", relembra o professor Barone.
Além disso, os festivais internacionais funcionam como uma vitrine aos caçadores de talentos. "As principais festas estão rodeadas por diversos profissionais envolvidos no setor cinematográfico", confessa o crítico Mattos. Não é à toa que Rodrigo Santoro, Alice Braga e Sônia Braga, artistas brasileiros, já atuam em superproduções norte-americanas. E a busca por profissionais não se restringe a atores. O diretor Fernando Meirelles também ganhou o seu espaço no cenário internacional e, depois de "Cidade de Deus", teve a oportunidade de dirigir o filme "Jardineiro Fiel" com a participação de atores de grandes produções norte-americanas.
Para consolidar a presença do Brasil no mercado internacional, o crítico Mattos acredita que é preciso fazer um trabalho de formiguinha. "Percorrer festival por festival, durante todo o ano", diz. Mas, para ele, não se pode acompanhar essa trajetória como se fosse uma Copa do Mundo. "Sentimentos nacionalistas, de dizer que é preferível ganhar um festival com um filme ruim do que não ganhar nada, devem ser deixados de lado", conclui.









Fonte: http://universia.com.br/materia/imprimir.jsp?id=15419

26/08/10 às  15:23

Lei Rouanet



A Lei nº 8.313 de 1991 mais conhecida como Lei Rouanet, instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), que canaliza recursos para o desenvolvimento do setor cultural, com as finalidades de: estimular a produção, a distribuição e o acesso aos produtos culturais (CDs, DVDs, espetáculos musicais, teatrais, de dança, filmes e outras produções na área Audiovisual, exposições, livros nas áreas de Ciências Humanas, Artes, jornais, revistas, cursos e oficinas na área cultural, etc.); proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico; estimular a difusão da cultura brasileira e a diversidade regional e étnico-cultural, entre outras.
O PRONAC funciona por meio dos seguintes mecanismos de apoio:
- Fundo Nacional de Cultura (FNC) - Com os recursos do FNC o Ministério da Cultura pode realizar uma série de ações, tais como: concessão de prêmios; apoio para a realização de intercâmbios culturais e outros programas divulgados por edital; apoio para propostas que não se enquadram em programas específicos, mas que têm afinidade com as políticas públicas e relevância para o contexto aonde irão se realizar (demanda espontânea), entre outras.
- Incentivos Fiscais - por meio deste mecanismo, titulares de iniciativas que não se enquadram nos programas do Ministério da Cultura e nas políticas públicas traçadas em determinado período, mas que têm consistência e relevância para competir no mercado, podem buscar apoio junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) e empresas tributadas com base no lucro real, que por sua vez terão benefícios fiscais sobre o valor incentivado;

A gestão dos mecanismos de Incentivos Fiscais e do FNC para a execução de propostas culturais atualmente está assim distribuída pelas secretarias do Ministério da Cultura:
- Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura (Sefic) - Fundo Nacional da Cultura (demanda espontânea, edital e Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural) e Incentivo Fiscal. Áreas contempladas: Artes Cênicas, Artes Visuais, Artes Integradas e Patrimônio Cultural.
- Secretaria do Audiovisual (SAV) - Fundo Nacional da Cultura (demanda espontânea e edital) e Incentivos Fiscais. Áreas Contempladas: Audiovisual.

Com todos os atrativos oferecidos pela Lei Rouanet as grandes empresas investiram mais proporcionando produções com qualidade superior, despertando um maior interesse do grande público ao aboradar temas mais atuais/casuais na sociedade brasileira como em “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite”, não esquecendo das comédias inspiradas em nossas obras literárias e/ou séries de TV. A mudança no foco dos temas dos roteiros juntamente à maior disponibilidade de verba aproximou o público do cinema nacional ao propor uma maior integração ao cenário sociel em que os mesmos estão inseridos.











Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/mecanismos-de-apoio-do-minc/lei-rouanet-mecanismos-de-apoio-do-minc-apoio-a-projetos                                                                                    
                                                                                                                                    26/08/10 às 23:47

Filmes com Tecnologia 3D

Filme 3D é um filme onde as imagens são codificadas de forma a dar ao espectador a ilusão de uma terceira dimensão espacial.
Com o surgimento nos últimos anos do 3D Digital animadores e cineastas podem enganar seus olhos de uma forma mais real como se você realmente estivesse vendo o filme através de uma janela entre o mundo real o mundo fantástico do cinema.
Mas não é tão simples, tudo depende de ilusões de ótica para criar cenas panorâmicas e com profundidade ou objetos que parecem saltar da tela. Os humanos têm visão binocular, ou seja, cada olho enxerga uma imagem diferente e o cérebro ás combina em uma única imagem. O cérebro utiliza a sutil diferença angular entre as duas imagens para auxiliar na percepção de profundidade.
Nos filmes em 3D antigos usavam-se imagens anáglifas para tirar vantagem da visão binocular, essas imagens incluem duas camadas de cor em uma única tira do filme reproduzida por projetor. Uma das camadas era predominantemente vermelha e a outra azul ou verde, para assistir se usava um óculos 3D apropriado para o filme. As lentes coloridas forçavam um olho a enxergar a seção vermelha da imagem e a outra azul ou verde, devido à diferença entre as duas imagens o cérebro as interpreta como uma imagem em três dimensões. Essa tecnologia já fez com que pessoas tivessem dor de cabeça, lesões oculares e náusea.
A tecnologia 3-D digital também utiliza imagens para enganar sua visão. Porém, em vez de usar cores para filtrar as imagens em cada olho, a maioria dos sistemas utiliza a polarização. Lentes polarizadas filtram apenas ondas de luz que são alinhadas na mesma direção. Num par de óculos 3-D, cada lente é polarizada de forma diferente. Em alguns óculos, existe uma diferença de 90 graus na polarização. Outros utilizam diferentes alinhamentos de polarização circular. A tela é especialmente desenvolvida para manter a polarização correta quando a luz do projetor é refletida. Nos filmes que utilizam essa tecnologia, em vez de um amontoado de imagens vermelhas e verdes, as imagens ficam um pouco embaçadas, quando vistas sem os óculos.
Um filme em 3-D digital usa um ou dois projetores digitais para reproduzir a imagem na tela. Estruturas com dois projetores utilizam um deles para reproduzir a imagem para o olho esquerdo e o outro, para o olho direito. A luz que forma cada imagem é polarizada a fim de igualar as lentes correspondentes. A maioria dos sistemas de um único projetor utiliza um dispositivo de polarização posicionado acima da lente do projetor. Esse dispositivo é uma placa polarizada que permite a passagem de luz para apenas uma das duas imagens de cada vez. Em sistemas de um único projetor, cada olho enxerga sua imagem para cada quadro do filme, de duas a três vezes, numa sucessão extremamente rápida. Seu cérebro interpreta isso como uma imagem tridimensional contínua. Alguns sistemas utilizam óculos ativos que se sincronizam com o projetor usando ondas de rádio, mas costumam serem mais pesados e mais caros do que os óculos polarizados.



Fonte: www.pt.wikipedia.org/wiki/Filme_3D
25/08/10 às 10:30

Sabe quem é "José Mojica Marins"?

      José Mojica Marins (São Paulo, 13 de março de 1936), cineasta, ator, roteirista de cinema e televisão brasileiro. Mojica também é conhecido como Zé do Caixão, seu personagem mais famoso. Embora Mojica seja conhecido principalmente como diretor de cinema de terror, teve trabalhos anteriores cujos gêneros variavam entre faroestes, dramas, filmes de aventura, dentre outros, incluindo filmes do gênero pornochanchada, filmes de comédia-sexo soft-core populares, no Brasil, durante aquela época. [1] Mojica desenvolveu um estilo próprio de filmar que, inicialmente desprezado pela crítica nacional, passou a ser reverenciado após seus filmes começarem a ser considerados cult no circuito internacional. Mojica é considerado como um dos inspiradores do movimento marginal no Brasil.

     Depois que ganhou uma Câmera V-8, aos 12 anos, não mais parou de fazer cinema, essa era a sua vida. Muitos de seus filmes artesanais feitos nessa época eram exibidos em cidades pequenas, cobrindo assim os custos de produção. Autodidata, montou uma escola de interpretação para amigos e vizinhos e quando tinha 17 anos, depois de vários filmes amadores, fundou com ajuda de amigos, a Companhia Cinematográfica Atlas. Especializado em terror escatológico, criou uma escola de atores (1956), onde na década seguinte, montaria uma sinagoga (1964), no bairro de Brás, onde fazia experiências com atores amadores, usando insetos para medir sua coragem.
O Personagem: Zé do Caixão

      Mojica Marins criou um personagem popular sem basear-se em nenhum mito do horror conhecido mundialmente. "Zé do Caixão", seu personagem mais conhecido, foi criado por ele em 11 de outubro de 1963, após ser atormentado por um pesadelo no qual um vulto o arrastava até seu próprio túmulo. Segundo o próprio José Mojica Marins, o nome Zé do Caixão veio de uma lenda de um ser que viveu há milhões de anos no planeta terra que se transformou em luz e depois de anos esta luz voltou a terra. A primeira aparição do personagem foi no filme À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1963). Desde então, ele apareceu em diversos filme, ganhou popularidade e tem sido retratado em diversas outras mídias.

      Embora raramente mencionada nos filmes, o nome verdadeiro Zé do Caixão é Josefel Zanatas. Marins dá uma explicação para o nome em uma entrevista para o Portal Brasileiro de Cinema: [4]

     " Eu fui achando um nome: Josefel – “fel” por ser amargo – e achei também o Zanatas legal, porque de trás para frente dava Satanás".

— José Mojica Marins Portal Brasileiro de Cinema

      Zé do Caixão é um personagem amoral e niilista que se considera superior aos outros e os exploras para atender seus objetivos. Zé do Caixão é um descrente obsessivo, um personagem humano, que não crê em Deus ou no diabo. O cruel e sádico agente funerário Zé do Caixão é temido e odiado pelos habitantes da cidade onde mora. O tema principal da saga do personagem é sua obsessão pela continuidade do sangue: ele quer o pai da criança superior a partir da "mulher perfeita". Sua idéia de uma mulher "perfeita" não é exatamente físico, mas alguém que ele considera intelectualmente superior à média, e nessa busca ele está disposto a matar quem cruza seu caminho.

      Quanto à concepção visual do Zé do Caixão, fica evidente a inspiração do personagem clássico Drácula (interpretado por Bela Lugosi na versão da década de 30, dos estúdios Universal). Entretanto, Mojica acrescentou aos trajes negros e elegantes do personagem características psicológicas profundas e enraizadas nas tradições brasileiras. Além disso, as unhas grandes foram claramente inspiradas no personagem Nosferatu.

       Mojica Marins afirma que a idéia do personagem surgiu em um sonho.



Cláudio Cunha conta como era gostoso o nosso cinema

        Na década de 1970, Cláudio Cunha foi um dos mais poderosos produtores da chamada “Boca do Lixo” paulistana, local onde se produziram os principais filmes do ciclo conhecido como “pornochanchada”. Entre os grandes sucessos do produtor e diretor estão títulos hoje pouco lembrados, mas que levaram milhões de brasileiros ao cinema, tais como “Snuff – Vìtimas do Prazer” (1977), “Amada Amante” (1978) e “A Dama da Zona” (1979).


        Afastado do cinema desde a metade dos anos 80, hoje, Cláudio Cunha, aos 58 anos, está no livro Guinness como produtor e ator do espetáculo teatral mais longevo do mundo: “O Analista de Bagé”, em cartaz nos teatros brasileiros desde 1983. Nesta entrevista exclusiva ao cinequanon.art.br, ele solta o verbo e diz o que pensa do passado, do presente e do futuro do cinema brasileiro.


Fale um pouco sobre como você chegou ao cinema.



Cláudio Cunha – Minha primeira participação no cinema foi como ator, num filme do Roberto Mauro chamado “As Mulheres Amam por Conveniência” (1972). Na época, eu tinha uns 20 e poucos anos, e estava dando os primeiros passos na carreira: trabalhava na TV Excelsior como assistente de estúdio, e tinha planos de me tornar ator. Mas, o mais curioso foi como cheguei a querer me tornar ator. Durante a segunda metade da década de 1960, eu era funcionário público, havia conseguido este cargo por que fiz um discurso para o Adhemar de Barros (governador da época) que me colocou na Caixa Econômica Estadual, na Carteira Hipotecária. Era um alto emprego. Mas, em 1967, fui baleado numa briga de rua, fiquei um ano no Hospital do Servidor Público com a bala alojada na coluna cervical e, deprimido, num certo dia, decidi me jogar pela janela. Então, o Nicolau, um cara que tinha se operado das amídalas e que dividia o quarto comigo, me puxou, e quase teve uma hemorragia de tanto gritar socorro. A história ficou famosa, tenho até algumas reportagens antigas que falam sobre isso... Pois bem, depois desse episódio, ainda no hospital, assisti a um filme (cujo título não lembro) que falava sobre um jogador de basquete que sofrera um acidente parecido, e esse filme me deu força para enfrentar todo o problema. Comecei, assim, a me interessar por cinema e, no hospital mesmo, já comecei a pedir livros sobre o assunto. E decidi: “se eu sair daqui, vou me meter na vida artística”. Então, quando saí do hospital, nunca mais voltei para a Caixa Econômica: abandonei meu emprego e comecei a ser figurante da TV Excelsior.


Veja mais da entrevista em: http://www.cinequanon.art.br/index.html

Pornochanchada

         Pornochanchada é um gênero do cinema brasileiro, comum na década de 70. Surgiu em São Paulo, e contou com uma produção bem numerosa e comercial. A mais conhecida produção era a da chamada boca do lixo, região de prostituição existente na zona central da cidade de São Paulo. Dessa fonte despontaram vários diretores de talento (Cláudio Cunha; Alfredo Sternheim; Ody Fraga; Fauzi Mansur, entre outros) que souberam usar o que dava bilheteria na época (filmes eróticos softcore) para fazer filmes de grande valor estético e formal. Chamado assim por trazer alguns elementos dos filmes do gênero conhecido como chanchada e pela dose alta de erotismo que, em uma época de censura no Brasil, fazia com que fosse comparado ao gênero pornô, embora não houvesse, de fato, cenas de sexo explícito nos filmes. A censura, que não era política mas de costumes, exigia que os filmes cumprissem diversas exigências, sem as quais os mesmos seriam sumariamente proibidos (muitos foram liberados totalmente retalhados pelos cortes, o que os tornava incompreensíveis). Dentre essas exigências, havia várias como mostrar um seio de cada vez, etc.       
          Com o tempo, essa e outras exigências foram amenizadas com a liberação dos costumes e a abertura política iniciada em 1977, até que com o fim da censura em 1984, o gênero foi substituído pelos filmes pornográficos exibidos em salas especiais.

A pornochanchada revelou algumas atrizes que depois ficaram famosas na TV e passaram, de certa forma, a esconder de seus currículos a participação nos filmes do gênero.

Surgimento e auge

      Surgiram como filmes feitos para a grande massa, muito influenciada pelas comédias populares italianas. A cota de exibição obrigatória de filmes brasileiros, uma das muitas medidas de desenvolvimento econômico e cultural criadas pela chamada Ditadura Militar, dava espaço para o desenvolvimento desse gênero - a lei obrigava as salas de exibição a exibir uma cota de filmes nacionais por ano.

      O sucesso de público também foi essencial para o gênero pois possibilitou que os filmes ficassem por mais semanas em cartaz. Ao contrário do que comumente se pensa, eles não eram financiados pela Embrafilme mas sim por produtores independentes, comerciantes locais, ou quem mais se interessasse, porque eram de fato muito lucrativos.

Decadência

      A pornochanchada iniciou sua decadência nos anos 80, com o fim da obrigatoriedade das cotas de exibição de fitas nacionais, o surgimento do videocassete e a exibição de filmes de sexo explícito nos cinemas.
      Com o fim delas acabou também a fama e o estrelato de alguns atores e atrizes que não conseguiram mudar de estilo ou ir para a TV. Alguns conseguiram pequenos trabalhos na televisão e no teatro, como Matilde Mastrangi, David Cardoso, Nicole Puzzi e Aldine Muller, enquanto outros simplesmente desapareceram, como Helena Ramos, Zaira Bueno, Noelle Pinne, Carlo Mossy, Rossana Ghessa, Zilda Mayo e Francisco Di Franco.
      Segundo Matilde Mastrangi [1], o grande problema para eles é que não tinham talento para continuar fora da pornochanchada.

Consequências

        A maior consequência do gênero foi marcar o cinema brasileiro como sinônimo de um cinema repleto de nudez e de palavrões. Durante os anos 90 foi comum as emissoras de tv exibirem filmes nacionais em horários avançados, dando a entender que seriam como sessões eróticas. Destacam-se aqui os programas "Sala Especial", na TV Record, no começo dos anos 80, e "Cine Brasil", na CNT, entre 1997 e 1998.




sábado, 28 de agosto de 2010

O Cinema Nacional

        A lei do audiovisual sem dúvida foi responsável por uma melhoria técnica nas produções. Hoje, por exemplo, os filmes têm uma qualidade sonora muito superior à que tínhamos na década de 70. Porém, é necessário criar novas medidas que facilitem a exibição das produções nacionais. As grandes cadeias do cinema brasileiro são dominadas pelo cinema norte-americano. Isso não é só de agora, esses problemas sempre existiram", declara o cineasta e professor de comunicação visual do curso de relações públicas da Fundação Cásper Líbero, Bruno Hingst.

       Na visão de Hingst, outro fator que poderia ser melhor explorado para a promoção do cinema brasileiro é a questão da divulgação dos filmes. Segundo ele, a maioria das produções nacionais não chega ao conhecimento do público porque não conta com forte publicidade como as produções patrocinadas pela Globo Filmes, por exemplo. "A maioria das pessoas não conhece os filmes que acabaram de ser lançados porque eles entram em cartaz sem divulgação, exceto, é claro, as produções que contam com a parceria da Globo Filmes e são divulgadas na Rede Globo de Televisão", diz.

       Para Hingst, medidas que promovam a exibição e divulgação dos filmes nacionais são vitais para o crescimento do cinema brasileiro, além denovas leis de incentivo para o financiamento de produções que nãotenham viabilidade comercial, mas que sejam de suma importância parapromover a pesquisa e o resgate da história do país. "Existem projetos que são facilmente absorvidos pelo mercado, outros que não têmviabilidade comercial, mas que possuem grande importância histórica eque devem ser estimulados. A política quanto a isso devia ser muito mais ampla, a médio e a longo prazo", ressalta.


A História do Cinema Brasileiro

     Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, ocinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do séculoXX, seja como fonte de entretenimento ou de divulgação cultural detodos os povos do globo.

      Desde cedo, o cinematógrafo aporta no Brasil com Affonso Segretto.Segretto, imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio deJaneiro, torna-se nosso primeiro cineasta em 1898. Um imenso mercadode entretenimento é montado em torno da capital federal no início doséculo XX, quando centenas de pequenos filmes são produzidos eexibidos para platéias urbanas que, em franco crescimento, demandamlazer e diversão.

     Nos anos 30, inicia-se a era do cinema falado. Já então, o pioneirocinema nacional concorre com o forte esquema de distribuiçãonorte-americano, numa disputa que se estende até os nossos dias. Dessaépoca, destacam-se o mineiro Humberto Mauro, autor de “Ganga Bruta”(1933) - filme que mostra uma crescente sofisticação da linguagemcinematográfica – e as “chanchadas” (comédias musicais com popularescantores do rádio e atrizes do teatro de revista) do estúdio Cinédia.Filmes como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936) caemno gosto popular e revelam mitos do cinema brasileiro, como a cantoraCarmen Miranda (símbolo da brejeirice brasileira que, curiosamente,nasceu em Portugal). A criação do estúdio Vera Cruz, no final dadécada de 40, representa o desejo de diretores que, influenciados pelorequinte das produções estrangeiras, procuravam realizar um tipo decinema mais sofisticado. Mesmo que o estúdio tenha falido já em 1954,conhece momentos de glória, quando o filme “O Cangaceiro” (1953), deLima Barreto, ganha o prêmio de “melhor filme de aventura” no Festivalde Cannes.

      A reação ao cinema da Vera Cruz representa o movimento que divulga ocinema nacional conhecido para o mundo inteiro: o Cinema Novo. Noinício da década de 60, um grupo de jovens cineastas começa a realizaruma série de filmes imbuídos de forte temática social. Entre eles estáGláuber Rocha, cineasta baiano e símbolo do Cinema Novo. Diretor defilmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão daMaldade Contra o Santo Guerreiro” (1968), Rocha torna-se uma figuraconhecida no meio cultural brasileiro, redigindo manifestos e artigosna imprensa, rejeitando o cinema popular das chanchadas e defendendouma arte revolucionária que promovesse verdadeira transformação sociale política. Inspirados por Nelson Pereira dos Santos (que, já em 1955,dirigira “Rio, 40 Graus” sob influência do movimento neo-realista, eque realizaria o clássico “Vidas Secas” em 1964) e pela Nouvelle Vaguefrancesa, diretores como Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e RuyGuerra participam dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo,ganhando notoriedade e admiração.

      As décadas seguintes revelam-se a época de ouro do cinema brasileiro.Mesmo após o golpe militar de 1964, que instala o regime autoritáriono Brasil, os realizadores do Cinema Novo e uma nova geração decineastas – conhecida como o “údigrudi”, termo irônico derivado do“underground” norte-americano – continuam a fazer obras críticas darealidade, ainda que usando metáforas para burlar a censura dosgovernos militares. Dessa época, destacam-se o próprio Gláuber Rocha,com “Terra em Transe” (1968), Rogério Sganzerla, diretor de “O Bandidoda Luz Vermelha” (1968) e Júlio Bressane, este dono de um estilopersonalíssimo. Ao mesmo tempo, o público reencontra-se com o cinema,com o sucesso das comédias leves conhecidas como “pornochanchadas”.

       A fim de organizar o mercado cinematográfico e angariar simpatia parao regime, o governo Geisel cria, em 1974, a estatal Embrafilme, queteria papel preponderante no cinema brasileiro até sua extinção em1990. Dessa época datam alguns dos maiores sucessos de público ecrítica da produção nacional, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”(1976), de Bruno Barreto e “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), deHector Babenco, levando milhões de brasileiros ao cinema com comédiasleves ou filmes de temática política. O fim do regime militar e dacensura, em 1985, aumenta a liberdade de expressão e indica novoscaminhos para o cinema brasileiro.

Essa perspectiva, no entanto, é interrompida com o fim da Embrafilme, em 1990.


domingo, 13 de junho de 2010

Cyberdemocracia


Logo na primeira década do século XXI , a sociedade já apresenta um novo comportamento : a dependência de executar tarefas utilizando a tecnologia. Com o mundo cada vez mais globalizado, a convergência de mídias acelerou o processo de extinguir fronteiras que haviam na área da informação. Agora, cabe a inclusão digital abranger as mais variadas camadas da população nessa nova etapa social.
Várias são as iniciativas para as mais diferenciadas camadas da população se integrem no que há de moderno (seja por iniciativas governamentais ou através de ONGs).A pesquisadora e coordenadora do programa de pós-graduação em extensão rural e desenvolvimento local (Posmex) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria Salett Tauk, acredita na Cyberdemocracia. Para ela, a interlocução entre o governo e a sociedade, por meio da internet permite que a população interaja entre si e ajude a administração pública a tomar decisões mais acuradas. Por outro lado, não adianta apenas ensinar aos jovens a acessar a internet e a usar o computador, se eles não recebem ferramentas suficientes para tirar o melhor proveito disso. Há vários projetos de integração, como por exemplo o Projeto Idoso Digital de Suape da Prefeitura de Ipojuca (PE), a iniciativa visa o contato direto de idosos com o computador .Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do país com mais de 60 anos somava cerca de 21 milhões em 2008.
Com o aumento da expectativa de vida para os brasileiros, otimizar o tempo disponível virou um grande desafio para os idosos. E a tecnologia, sem dúvida, está fazendo com que eles tomem um novo rumo no que diz respeito à distração e interatividade e ainda ao exercício da cidadania e autonomia. Já o projeto Conexão Cultura facilita o acesso do público jovem a lan houses e telecentros com conteúdos que contribuem para a formação pessoal e profissional.Ainda há o projeto Casa do futuro, voltado para estudantes carentes da rede pública etc.
A relação interpessoal sofreu uma alteração graças as ferramentas de mídias sociais tais como : blogs, Orkut, Twitter, Mensenger, Second Life, Flickr e muitos outros. “Eu não consigo ficar sem ter um blog. Gosto de ter um espaço para publicar minhas crônicas, pensamentos, idéias e também uso como clipping do que encontro a meu respeito na internet. Certamente esta entrevista será copiada para o blog. Hoje atualizo bem mais o twitter do que o blog, mas o pedrox.com.br está lá para todo e qualquer insight que me surgir”, comenta o pesquisador em mídias sociais/jornalista/blogueiro Pedro Paes Loureiro. Segundo ele a única certeza é que essas ferramentas vieram para democratizar a informação.






Fonte: http://www.orm.com.br/balaiovirtual/
http://blogdajubaaa.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O TWITTER contra a LEI SECA

Foi-se o tempo em que fugir de blitzes dependia de sorte. Os internautas encontraram um jeito de escapar da fiscalização da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro. Eles criaram uma conta no Twitter (http://twitter.com/leisecarj) para postar os locais que estão sendo feitas as blitze. O microblog é alimentado pelos próprios seguidores. Quem passa por uma operação, envia um e-mail que em seguida é repassado pelo Twitter e por torpedo para os celulares dos outros seguidores. E não faltam colaborações.
Oficialmente, a finalidade seria "ajudar as pessoas a evitarem os engarrafamentos". Porém, na verdade é: só cai na blitz quem quer.
O subsecretário estadual de Governo, Alexandre Felipe, admite que as denúncias possam facilitar a vida dos fujões, mas garante não se incomodar.
- Claro que há quem burle a fiscalização em caminhos alternativos, mas esse motorista está enganando a si próprio. Ele é perigoso para ele mesmo.
A página do twitter lei seca já tem mais de 2 mil seguidores.

VELOCIDADE versus VERACIDADE DA NOTÍCIA ON-LINE

Com o surgimento da Internet, ou rede mundial de pessoas, já que os computadores sozinhos não se comunicam, o acesso a informação se tornou muito veloz, ao ponto de saber da ocorrência de um fato quase que instantaneamente, como por exemplo, através do Twitter. A questão é: será que essas notícias são de fato verdadeiras? A informação passada está totalmente correta? Vale a pena confiar nesse “noticiário instantâneo”, ou é melhor aguardar uma apuração mais precisa do fato e ler no jornal impresso ou assistir no tele jornal?
O jornalismo na internet está muito preocupado em ser o primeiro a levar a notícia ao internauta e, muitas vezes não estão preocupados em checar ou aprofundar uma informação. A guerra não é mais pela concorrência e sim pelo número de acessos. Um exemplo clássico é de um jornalista passando por um acidente envolvendo vítimas. No meio da confusão faz uma foto com o seu celular e pergunta as pessoas o que houve, e informam que houve quatro vítimas graves e parece que uma morreu. Manda a foto com as informações para o jornal que na mesma hora posta no site. Horas depois o site reformula o texto e corrige as informações dizendo que uma pessoa havia desmaiado e outras quatro sofreram ferimentos leves. Imagine um parente lendo esta notícia, amigos comentando com outros amigos, e a notícia inverídica se espalhando por toda a cidade.
Vale a pena confiar em notícias geradas na internet? Existem dois tipos de leitores: os que lêem a notícia e tomam imediatamente como verdade; e os que lêem e buscam se informar melhor sobre o assunto. O primeiro é conhecido como o manipulado, que acredita que vale a pena confiar em notícias geradas na Internet; e o segundo como o que não se deixa manipular, que desconfia e busca em outras fontes a confirmação do que foi noticiado. Basta surgir uma notícia que pessoas começam a postar em suas redes sociais, fazendo com que a “notícia crua” tome proporções inimagináveis, o que pode acarretar danos sérios a imagem e a moral de pessoas e empresas.
É notório que matérias publicadas em veículos impressos e televisivos tenham uma apuração muito mais segura dos fatos relados, pois a preocupação não é com a concorrência de quem posta primeiro a notícia, a prioridade aqui é com a qualidade da informação, com notícias verídicas e precisas. Há de se ressaltar que o veículo impresso e televisivo é visto uma vez e pronto. Na internet é bem diferente, pessoas acessam o mesmo site de notícias várias vezes em um dia, em busca de algo novo. E é aí que sensacionalistas fazem a festa e ganham dinheiro a cada clique do mouse.
É claro que a Internet é uma ferramenta de extrema importância para todos, desde que usada com responsabilidade e ética. Cabe a todos os consumidores de informação escolher bem a sua fonte e, sempre que possível, averiguar o que está sendo noticiado antes de tomar para si como verdade e divulgá-la em redes sociais. Por mais que fatos sejam noticiados erroneamente a todo o momento, é direito constitucional o acesso a informação. Portanto, é preciso selecionar sites que equilibram a velocidade da informação com a veracidade dos fatos, para não ser co-autor de eventuais atos de “imperícia jornalística”. Afinal, hoje em dia qualquer um pode ser jornalista.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Promoção Web

Seja o roteirista!
É isso mesmo meus amigos, vocês irão escrever as próximas cenas do filme Se Eu Fosse Você 2. Na história desse grande sucesso do cinema nacional, sabemos que o casal Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) estão prestes a se separar. Chegam até mesmo a ficar uns dias separados, mas devido ao casamento da filha (que está grávida) voltam as boas. Imagine como seria a vida desses dois se os corpos deles ainda estivessem trocados?
Agora é com vocês! Descrevam situações engraçadas e curiosas que aconteceriam na vida dessa família que tem um casal de papéis trocados, um jovem casal formado por Bia e Olavinho e um pequeno bebê.
Premiação: Um par de ingressos Cinemark.

domingo, 16 de maio de 2010

Propaganda no cinema

Em 1991 surgiu a projeção eletrônica de propaganda no cinema com a empresa cinemídia , que tinha como finalidade exibir as propagandas no cinema, nesta ocasião duas outras empresa trabalhavam com propagandas para a telona era a Alvorada e a Promocine que juntas faturaram cerca de 300 mil,as propagandas tinham programações irregulares e apareciam em algumas sessões e em algumas salas. Hoje com o vídeo digital, os anúncios chegam ao cinema em uma fita editada , com a programação semanal, sendo assim, uma mesma sala exibe as mesmas propagandas em sequência.
O cinema é um espaço publicitário que pode ser bem explorado, pois, quem assiste o cinema é por quê gosta do ambiente, além disso é uma mídia que exige o Maximo de atenção do telespectador já que o próprio fica ali focado nas mensagens sem contar que une som, cor , movimento e imagem como a televisão tornando a mensagem ainda mais convincente e sendo mais em conta,enfim, o cinema oferece uma gama de benefícios para o anunciante.
A empresa M OFFICE que foi uma das primeiras a disponibilizar grandes investimentos para o cinema, usando vídeo clip com o nome da empresa, apesar disso, outras maneiras foram pensadas e começou a ser considerado que os telespectadores estavam ansiosos para assistir o filme e não o anuncio, então, outras possibilidades foram postas em questão, um exemplo é a da escola de inglês britânica que começa sob a forma de um comercial do próprio cinema informando que o filme será exibido sem legenda,o próprio trayler do filme é um anuncio,pois, apresentam novos lançamentos levando outras possibilidades ao publico.

Andréa Marinho Alves

A Pirataria


ada mais é do que cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria, portanto, quer pela cópia de uma obra anterior (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial, que envolve os mais diversos produtos, desde roupas, utensílios domésticos, remédios, livros, softwares, outro tipo de produto que possa ser copiado, isso gera desemprego, aumenta a sonegação de impostos, prejudica a economia nacional, engana o consumidor e afeta sua saúde, rouba idéias e invenções, pratica a concorrência desleal e alimenta o crime organizado.
É importante conhecer os principais produtos pirateados e os males que eles podem fazer a você e sua família. Brinquedos piratas não apresentam garantia e podem ter presença de tintas tóxicas. Bebidas podem obter substâncias nocivas ao organismo como metanol, álcool anidro e acetona. CDS, DVDS e Softwares falsificados podem danificar aparelhos.
Comprar produto pirata é crime tipificado no código penal brasileiro.
Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influi para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Como identificar um produto pirata
O original vem embalado em uma caixa plástica resistente que garante a segurança do disco e facilita o armazenamento. Encarte completo, o disco é impresso com o tema da capa, e a impressão é de alta qualidade. Contém todas as informações legais da obra e sempre vem com um número de identificação. O disco é prata e possui número de identificação no miolo, que garante a qualidade do produto.






O pirata quando tem embalagem, vem dentro de um saco plástico, ficando o disco suscetível à danificação. Não tem encarte. Quando muito, vem com uma cópia grosseira da capa. Não tem impressão e é identificado por um nome escrito a mão. O disco é colorido, com uma qualidade muito inferior ao original e pode danificar o DVD player.  
Fonte:http://www.piratatofora.com.br/ 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pirataria_moderna 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Conhecendo a história do cinema...


      Com todo o seu glamour e encantamento o cinema foi o meio que ocasionou um maior impacto de expressão na era moderna. Essa arte, como fonte de entretenimento, divulgação das culturas, tornou-se um método poderoso de educar, isto é ser formador de opinião e os elementos visuais, dão aos filmes um poder de grande comunicação universal.
 
Cinema Brasileiro
     No Brasil o cinema teve início em 1898, porém só em 1907 com a chegada da energia elétrica no Rio de Janeiro, a arte cinematográfica começou a crescer formada quase que exclusivamente por estrangeiros que já tinham alguma experiência na área, trazida de seus países de origem.

      Em 1908 e 1911, a produção cinematográfica veio retratar filmes que falavam sobre crime e outras realidades do país e aguçavam o imaginário popular. A partir de 1912, das mãos de Francisco Serrador, Antônio Leal e dos irmãos Botelho, foram criados filmes com menos de uma hora de projeção, época em que o cinema nacional encarou forte crise perante o domínio norte-americano nas salas de exibição. Em 1930, nasceram os clássicos do cinema mudo, porém durou pouco tempo, pois os filmes falados já estavam sendo conhecidos por algumas partes do país. Nas décadas de 30 á 40 foram criados filmes de comédia popular, vulgar e freqüentemente musical. Nessa época foram lançados atores como Mesquitinha, Oscarito e Grande Otelo, que foram os principais responsáveis pela aproximação do filme brasileiro com o público.  

      Em 1960 representa o movimento que divulga o cinema nacional conhecido para o mundo inteiro: o Cinema Novo, um grupo de jovens cineastas começa a realizar uma série de filmes voltados para a expressão dos problemas sociais, dentre eles está Glauber Rocha, que se torna uma pessoa conhecida no meio cultural brasileiro. As décadas seguintes revelam-se a época de ouro do cinema brasileiro, mesmo com o golpe militar em 64. Os cineastas chamados de “údigrudi” (underground), continuam a fazer obras críticas da realidade. Nos anos 70 inicia-se a Pornochanchada, filmes de comédias leves, misturadas com o erotismo. O fim do regime militar e da censura, em 1985, aumenta a liberdade de expressão e indica novos caminhos para o cinema brasileiro.

        O período conhecido como “Retomada”, na década de 90, começa a ascensão do cinema brasileiro, juntamente com as Leis de incentivo, do governo. A reorganização e as novas produções proporcionam a competição dos filmes brasileiros, com as altas produções dos filmes norte americanos. Em pouco tempo, três filmes são indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “O Quatrilho” (1995), “O Que é Isso, Companheiro” (1997) e “Central do Brasil” (1998), também vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim. Sendo assim até os dias de hoje os filmes nacionais vem surpreendendo aos expectadores.

Curiosidades do Cinema

    O cinema que hoje assistimos e nos divertimos foi inventado pelos irmãos Lumière, em 1895, que conseguiram projetar imagens em sequência. Logo após, a Warner Brothers conseguiu sincronizar sons e imagens numa só projeção. É nesse período que Hollywood começa a se tornar a capital mundial do cinema e surge o grande gênio, Charlie Chaplin. Tempos depois, novas técnicas foram sendo adaptadas e invetadas até chegarmos ao cinema que assistimos atualmente.
   Após várias tentativas de outros inventores, foi inventado pelos irmãos Lumière o cinematógrafo, que era um aparelho portátil capaz de filmar, revelar e projetar imagens. E no dia 28 de Dezembro de 1895, o pai dos irmãos, produziu uma exibição pública e paga de filme, sendo a primeira da historia, marcando o dia como o nascimento do cinema. O filme “Empregados deixando a Fábrica Lumière", dirigido e produzido por Louis Lumière é tido como o primeiro audiovisual exibido na história do cinema.
    Em 1926, a Warner Brothers criou o sistema de som Vitaphone, em que um som era gravado sobre um disco. Em 1927, a Warner conseguiu produzir um musical que continha diálogos e cantorias, sendo o primeiro do mundo. E, somente em 1928, é que a Warner conseguiu fazer o primeiro filme com som totalmente sincronizado com as imagens.
    Em Hollywood os cineastas encontram um local em que o tempo mantinha-se constante, garantindo continuidade nas gravações. E ainda, era um local com povo mestiço, o que facilitava na montagem do elenco. Por isso, lá se instalaram as maiores produtoras de cinema, até se tornar o que é hoje.
    E foi nessa época que um britânico, nascido em 1889, começou a se destacar com comédias em que era o protagonista, diretor, escritor e produtor. Charlie Chaplin tornou-se uma das personalidades mais influentes e criativas neste início do cinema, que era conhecido como “cinema mudo”. Depois de mais de 75 anos de carreira, Chapin morre com 88 anos de idade, deixando para o mundo um grande legado.
    Os anos se passaram e os inventores estão de volta, agora aperfeiçoando a interação do filme com o espectador, através do sistema 3D, que garante um efeito de realidade virtual, como se o espectador estivesse dentro do filme.

Grandes Bilheterias do Cinema

Os 10 maiores públicos da história do cinema brasileiro
1 - Dona Flor e Seus Dois Maridos
2 - O Ébrio
3 - Casinha Pequenina
4 - Jeca Tatu
5 - A Dama do Lotação
6 - Se Eu Fosse Você 2 
7 - O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão 
8 - Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia 
9 - 2 Filhos de Francisco
10 - Os Saltimbancos Trapalhões  

Público Total 
1 - 10.735.305
2 - 8.000.000
3 - 8.000.000
4 - 8.000.000
5 - 6.508.182
6 - 6.090.168
7 - 5.736.775
8 - 5.401.325
9 - 5.319.677
10 - 5.218.574


As 10 maiores arrecadações da história do cinema mundial
1 - Avatar
2 - Titanic
3 - O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
4 - Piratas do Caribe - O Baú da Morte
5 - Batman - O Cavaleiro das Trevas
6 - Harry Potter e a Pedra Filosofal
7 - Piratas do Caribe - No Fim do Mundo
8 - Harry Potter e a Ordem da Fênix
9 - Harry Potter e o Enigma do Príncipe
10 - Star Wars: Episódio 1 - A Ameaça Fantasma 

Arrecadação
1 - US$ 2.677.408
2 - US$ 1.835.300

3US$ 1.129.219
4 - US$ 1.060.332
5 - US$ 1.001.921
6 - US$ 968.657
7 - US$ 958.404
8 - US$ 937.000
9 - US$ 925.956
10 - US$ 922.379 



 
*O cinema americano contabiliza o publico dos filmes por sua arrecadação total.

Fonte de Pesquisa: www.portaldecinema.com.br